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Como calcular a inadimplência escolar corretamente

Entenda a diferença entre vencido, atraso temporário e perda financeira real.

Leitura estimada: 5 min
Trilha de decisão
1Entender
2Simular
3Diagnosticar
4Decidir

A inadimplência pode parecer maior ou menor dependendo da base utilizada. Misturar mensalidade, material, alimentação e serviços opcionais costuma distorcer o indicador e dificultar a comparação entre períodos.

Defina exatamente o que será medido

Para acompanhar mensalidades, use apenas títulos de mensalidade vencidos e não baixados. Separe material, alimentação, transporte, extracurriculares e negociações antigas em indicadores próprios.

A fórmula mais objetiva é: valor vencido e não recebido dividido pelo valor total vencido no mesmo período, multiplicado por cem.

Escolha uma data de corte

Medir no dia seguinte ao vencimento tende a capturar atrasos operacionais. Uma visão gerencial pode usar faixas de 1 a 15, 16 a 30, 31 a 60 e acima de 60 dias.

O indicador de curto prazo mostra atraso. O indicador acima de 60 ou 90 dias se aproxima melhor do risco de perda.

Não confunda recuperação com redução da inadimplência

Receber um acordo antigo melhora caixa e recuperação, mas não altera o desempenho da cobrança corrente do mês em que a dívida nasceu. Mantenha visões separadas para cobrança corrente e carteira antiga.

Acompanhe percentual, valor absoluto, quantidade de responsáveis e concentração por faixa de atraso.

Transforme o indicador em ação

Cada faixa deve ter uma régua de cobrança própria. Lembrete preventivo, comunicação no vencimento, contato humano, proposta estruturada e encaminhamento jurídico precisam ter critérios claros.

O objetivo não é apenas reduzir um percentual, mas recuperar caixa preservando relacionamento e evitando reincidência.